Coordenação: ANDRE LUIS CARVALHO (andre.carvalho@ufop.edu.br)
Setor: DEPARTAMENTO DE JORNALISMO (DEJOR)
Resumo: Esta iniciativa diz respeito à comunicação, direitos humanos, educação midiática e memória. Parte da compreensão da comunicação e da memória como direitos humanos, pilares democráticos e fundamentos de uma sociedade justa e diversa, conforme prevê o sistema internacional de direitos humanos, sobretudo a partir de normas e tratados internacionais como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Pacto de San José e a Declaração de Chapultepec. Aliada a isso, compreende o jornalismo como conhecimento de função social que habilita a ação cidadã e informada no mundo (Kovach e Rosenstiel, 2003), construtor de comunidades, espaço de memória (Reginato, 2019) e ferramenta de luta e empoderamento de comunidades subalternizadas por processos como os desastres-crime minerários de Minas Gerais.
A partir disso, propõe uma produção comunicacional popular, independente e coletiva, impressa e digital, com as comunidades atingidas, para circulação nos territórios, baseada na oralidade, nos modos de relato e tradições narrativas das comunidades, no direito a construir sua história autônoma e ancestral e em relatos testemunhais. Essa produção opera a contrapelo da memória oficial (Seligmann-Silva, 2022), opressora, e em favor dos subalternizados, apagados e violentados; com produção jornalística de narrativas contra-hegemônicas sobre denúncias de violações, ameaças, serviços de combate à desinformação e ao acesso às instituições executivas e de justiça devidas, fiados no interesses das comunidades e dos territórios que impactem e reverberem no ecossistema jornalístico nacional.