Construindo a narrativa histórica das terras da antiga FEBEM e atual Ocupação Chico Rei em Ouro Preto - MG

Coordenação: Marcelo Santos de Abreu (orientacaoufop@gmail.com)

Acessoria: Relações Públicas e Projetos Especiais

Setor: Departamento de História

Resumo: As terras localizadas na entrada da cidade de Ouro Preto, conhecidas como as “terras da antiga FEBEM”, foram doadas pelo Barão de Camargos ao estado de Minas Gerais sob a condição de servirem à juventude da cidade. Desde então, foram criadas nessas terras o Instituto Barão de Camargos, que era uma casa de apoio a órfãos e menores e que após desativado deu lugar à dita FEBEM, que foi um internato feminino, além de após o fim das atividades do internato, o prédio ter sido ocupado por uma série de atividades, dentre elas, as de um colégio público da cidade. Além disso, alguns historiadores e naturalistas escreveram a respeito do funcionamento do “Horto Botânico de Ouro Preto” nestas terras, antes da cessão das terras pelo Barão de Camargo, revelando ser ainda mais longa e distante a história do local.
    Devido ao abandono das terras, boa parte foi tomada de forma ilegal por muitas pessoas e organizações, reduzindo em boa parte a área existente hoje e recentemente ocupada pelo Coletivo Ocupação Chico Rei, que vem reivindicar o planejamento e construção de um bairro no local. Além disso, o abandono fez perder também boa parte da história do local, que se encontra de certa forma espalhada em livros, teses acadêmicas, documentos e na narrativa de muitas pessoas pela cidade, como as ex-internas da FEBEM.
A partir disso, o presente projeto tem a intenção de buscar e reunir material escrito, documentado e narrado a respeito dessas terras e de tudo que foi nela abrigado e produzir, a partir deste, uma narrativa histórica a respeito do local. Uma vez que surge no lugar uma comunidade que busca transformá-lo em espaço de moradia, esta ação de levantamento histórico se faz altamente necessária por colaborar para a formação de uma identidade para o local, além de auxiliar de forma definitiva na busca da comunidade ouropretana por moradia digna e adequada.